
FEIRAS ORGÂNICAS
2) Botafogo - Pça. Jóia Valansi, rua Miniz Barreto em frente ao 448 (sábado)
3) Cobal Humaitá - Voluntários da Pátria 448 (todos os dias)
4) Glória - Pça. do Russel (sábado)
5) Orgânica do Itanhangá - Est. da Barra da Tijuca 1990

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-o
pela renovação do espírito, para chegares a conhecer qual
é a vontade de Deus, a saber, o que é bom,
agradável e perfeito.”
Rm 12, 2“Mas, por onde eu devia começar? O mundo é tão vasto,
começarei com meu país, que é o que conheço melhor.
Meu país, porém, é tão grande. Seria melhor começar com
minha cidade. Mas minha cidade também é grande.
Seria melhor eu começar com minha rua. Não: minha casa.
Não: minha família. Não importa, começarei comigo mesmo.”
A terra é o nosso lar e o lar de todos os seres vivos. A própria Terra está viva, fazemos parte de um universo em evolução. Os seres vivos são membros de uma comunidade de vida interdependente dotada de uma diversidade magnífica de formas de vida e de culturas. Sentimo-nos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos da reverência à vida e às fontes do nosso ser. Damos graças pela herança que recebemos das gerações passadas e abraçamos nossas responsabilidades para com as gerações presentes e futuras.A comunidade da Terra vive um momento de definição. A biosfera é governada por leis que desprezamos a nosso risco. Os seres humanos adquiriram a capacidade de alterar radicalmente o meio ambiente e os processos de evolução. O tecido da vida e os alicerces da segurança local e global são ameaçados pela falta de visão e pelo mau uso do conhecimento e do poder. Há muita violência, pobreza e sofrimento em nosso mundo. Uma mudança fundamental em nossa rota se faz necessária.
A escolha está diante de nós: cuidar da Terra ou participar de nossa auto-destruição e da destruição da diversidade da vida. É preciso reinventar a civilização industrial tecnológica e encontrar novas formas de equilíbrio entre o indivíduo e a comunidade, o ter e o ser, a diversidade e a unidade, o curto prazo e o longo prazo, o gastar e o nutrir.
Em meio a toda nossa diversidade, somos uma humanidade e uma família Terra com um destino comum. Os desafios que defrontamos impõem uma visão ética abrangente. É imperioso forjar parcerias e promover a cooperação nos níveis local, bioregional, nacional e internacional.
De forma solidária entre todos e com a comunidade de vida, nós, os povos do mundo, ao abraçarmos os valores desta Carta, poderemos formar uma família de culturas que permita o pleno desenvolvimento do potencial de todas as pessoas em harmonia com a comunidade da Terra. Temos de manter viva a fé nas possibilidades do espírito humano e um profundo senso de pertencimento ao Universo. Nossas melhores ações hão de concretizar a integração do conhecimento com a bondade.
Princípios
• RESPEITAR a Terra e toda vida. A Terra, toda formada de vida e todos os seres vivos possuem um valor intrínseco e têm direito ao respeito, sem levar em conta seu valor utilitário para a humanidade.
• CUIDAR da Terra, protegendo e restaurando a diversidade, a integridade e a beleza dos ecossistemas do planeta. Onde houver risco de dano grave ou irreversível ao meio ambiente, uma ação preventiva deve ser adotada a fim de evitar prejuízo.
• VIVER de modo sustentável, promovendo e adotando formas de consumo, produção e reprodução que respeitem e salvaguardem os direitos humanos e a capacidade regeneradora da Terra.
• INSTITUIR justiça e defender, sem discriminação, o direito de todas as pessoas à vida, à liberdade e à segurança pessoal, dentro de um meio ambiente adequado para a saúde e bem-estar espiritual. As pessoas têm direito à água potável, ar puro, solo não contaminado e à segurança alimentar.
• COMPARTILHAR eqüitativamente os benefícios do uso dos recursos naturais e de um meio ambiente saudável entre as nações, entre ricos e pobres, homens e mulheres, e gerações presentes e futuras, internalizando todos os custos ambientais, sociais e econômicos.
• PROMOVER o desenvolvimento social e sistemas financeiros que criem e mantenham meios sustentáveis de subsistência, erradiquem a pobreza e fortaleçam as comunidades locais.
• PRATICAR a não-violência, reconhecendo que a paz é o todo criado por relações harmônicas e equilibradas consigo mesmo, com outras pessoas, com outras formas de vida e com a Terra.
• FORTALECER processos que capacitem as pessoas a participar efetivamente no processo decisório e que assegurem a transparência e o dever da prestação de contas no exercício do governo e na administração de todos os setores da sociedade.
• REAFIRMAR que, às populações nativas e tribais, cabe um papel vital no cuidado e proteção da Mãe Terra. Elas têm direito a preservar sua espiritualidade, seus conhecimentos, terras, territórios e recursos.
• AFIRMAR que a igualdade de gênero é um requisito do desenvolvimento sustentável.
• ASSEGURAR o direito à saúde sexual e reprodutiva, com preocupação especial para com as mulheres adultas e jovens.
• PROMOVER a participação dos jovens, na qualidade de agentes responsáveis de mudança, visando à sustentabilidade local, biorregional e global.
• FAZER avançar e aplicar o conhecimento científico e de outras naturezas, bem como tecnologias, que promovam meios de vida sustentáveis e protejam o meio ambiente.
• ASSEGURAR que todas as pessoas tenham, ao longo de sua existência, oportunidades de adquirir o conhecimento, os valores e as habilidades práticas necessárias para criar comunidades sustentáveis.
• TRATAR todas as criaturas com bondade e protegê-las da crueldade e do aniquilamento arbitrário.
• NÃO fazer ao ambiente dos outros o que não queremos que façam ao nosso.
• PROTEGER e restaurar áreas de extraordinário valor ecológico, cultural, estético, espiritual e científico.
• CULTIVAR e praticar um sentimento de responsabilidade compartilhada pelo bem-estar da comunidade da Terra. Toda pessoa, instituição e governo tem o dever de promover metas indivisíveis de justiça para todos, sustentabilidade, paz mundial, respeito e cuidado para com a comunidade de vida mais ampla.
* Texto extraído do Jornal Estado Ecológico, Edição: Toda Lua Cheia, número 48, de 24/03/98.
O acompanhamento pré-natal
O primeiro exame solicitado pelo médico, logo após a descoberta da gravidez é o Hemograma Completo, que avalia as condições do sangue materno, identificando possíveis anemias ou outros distúrbios relacionados às células sanguíneas, esse exame deve ser feito no primeiro trimestre da gravidez. Juntamente com o hemograma, os médicos também solicitam: Sorologia para Rubéola, Sorologia para Lues, Sorologia para Citomegalovírus, Sorologia para Toxoplasmose, Tipagem Sangüínea, Teste de HIV e Sorologia para Hepatites B e C, para descobrir se há algum tipo de incompatibilidade ou vírus que possam ser transmitidos ao feto durante a gravidez. O Exame de Urina (EAS) e a urocultura, é realizado para detectar possíveis infecções urinárias, que são uma das maiores causas de dores abdominais, cólicas, problemas na micção, além de ter influência direta na ocorrência de partos pré-maturos.
No segundo trimestre da gravidez, os exames que devem ser realizados são: Ultra-som Morfológico, Ecocardiograma Fetal, Teste Triplo, Fibronectina Fetal, além da repetição dos exames de sangue já citados anteriormente. Nesta fase da gravidez, os médicos irão, através dos exames solicitados, avaliar o desenvolvimento do feto, eliminando a possibilidade de doenças congênitas ou má formações fetais.
No terceiro e último trimestre, Ultra-som, Cardiotocografia Fetal, Ultra-som Tridimensional, Dopplervelocimetria, Exames de toque, são alguns dos exames que devem ser solicitados a gestante. Nesse período, a intenção é, além de acompanhar o desenvolvimento do feto, através de imagens que mostram como o bebê está no ventre materno, verificar a possibilidade de parto pré-maturo, bem como verificar se o corpo da gestante já começou a se preparar para o parto.
Realizar o pré-natal durante toda gravidez é de grande importância para a mãe e para o bebê, evita o aparecimento de doenças ou de complicações que podem destruir a saúde de ambos, por isso, não deixe de fazer todos os exames para ter uma gravidez tranquila.
A sociedade tem obtido uma crescente compreensão da Responsabilidade Social (RS) para desencadear uma série de mudanças, para desempenhar uma forte participação na vida das organizações, para desfrutar alguns direitos juntamente com as empresas e de maneira notável se fazer presente na sustentabilidade mundial. Em linhas gerais, a RS está em franca ascensão, conquistando espaço significativo na sobrevivência da humanidade.
Na condução destas profundas alterações no contexto social e empresarial, um artigo de Fátima Cardoso do Instituto Akatu (2010) tem como título que “É chique ser sustentável”, a autora define que “os valores dos consumidores estão mudando em todo o mundo”, este ponto de vista é que nos chama a atenção para um olhar social de quanto às coisas alteram rapidamente no âmbito da RS.
Ao longo das últimas décadas, valendo-se das reais dimensões destas mutações extraordinárias, Cardoso (2010) enuncia que o comportamento destes consumidores reflete categoricamente diante da exposição dos produtos, das marcas e exclusivamente das empresas. No artigo a autora cita indiretamente Mitch Markson, diretor global de Criatividade e Consumo da Agência de Relações Públicas Edelman, afirmando haver uma “nova tendência” que vem cumprindo importante papel para o futuro da sociedade e do planeta.
Segundo as palavras de Markson, espera-se que esta mesma tendência não seja passageira, mas sim duradoura, que não tenha uma momentânea aceitação, conforme tantos modismos, principalmente ao considerar que “as causas sociais são a nova forma de status”. Isto reforça o parecer de Cardoso ao considerar que a sustentabilidade é realmente algo viável.
No curso desta realidade, algumas particularidades devem ser exemplificadas como considerar que “as causas sociais e ambientais motivam o consumidor”. Neste momento histórico, segundo Cardoso, “as maiores preocupações dos consumidores, tanto no Brasil quanto no mundo” são a proteção do meio ambiente, o aumento da qualidade dos serviços de saúde, a redução da pobreza, o combate a fome e a falta de moradia. Outro aspecto importante deve ser ressaltado, a autora ainda reforça que toda a sociedade merece a oportunidade igualitária de ter acesso a educação.
Consequentemente o olhar da sociedade para a RS requer inúmeras exigências, pois farão com que as empresas atuem com fatores essenciais na sua gestão adotando concretamente impactos sucessivos como a postura ética, a transparência, o respeito pelo consumidor e que seu desempenho esteja engajado nos valores socioambientais ilustrando seu potencial para com as mudanças exigidas pela realidade global. A falta de comprometimento com essas relevantes variáveis comprometerão o futuro da empresas ausentes da Responsabilidade Social, certamente a omissão dos fatores essenciais na gestão empresarial será crucialmente levada a sério por consumidores conscientes e atentos as mudanças exigidas pela sustentabilidade.
Ainda com respeito às mudanças sociais, por parte da sustentabilidade e competitividade, Odebrecht (2010) declarou que essa dualidade não são características conflitantes ou excludentes, pois são indissociáveis e sinérgicas. Deste modo, nesta concepção, a sociedade vinculará o nome da empresa ou a marca a produtos e serviços de qualidade, bem como, a aplicação de preços justos e principalmente a RS através das boas práticas da organização. Essa simbologia pode ser considerada chique, mas levarão em conta diversos aspectos que reforcem a postura da empresa para com o futuro da humanidade.
Pela mesma razão, em numerosas partes do mundo, o julgamento da sociedade perante o futuro da RS é algo a ser levado em consideração pelas empresas e acima de tudo construir a tempo as condições basilares para outras mudanças que ocorrerão num breve espaço de tempo.
Dentro desse conceito sustentável, não esqueçamos que a imagem da organização precisa ocupar de maneira conjunta a consciência da sociedade empregando efetivamente a Responsabilidade Social e neste desdobramento vital executado pelas empresas venham a somar ganhos num período onde for exigido tal julgamento de quem merece sobreviver no mercado ou ser condenado pelo esquecimento. Outro aspecto a ser considerado, é que a natureza humana possui espontaneamente a capacidade para formalizar opiniões e determinados juízos que resultam nas mais diversas manifestações.
Gilberto Barros Lima é bacharel em Relações Internacionais (IBES-SC), pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais (ICPG-SC) e Metodologia da Pesquisa e do Ensino Superior (IBES-SC), captador de Recursos (Fundraiser) do Centro de Recuperação Nova Esperança (CERENE) e professor universitário.
Ricardo Mioto
Mais da metade dos brasileiros já fazem parte da classe C, que engloba famílias com rendas mensais entre R$ 1.000 e R$ 4.500, aproximadamente.
Em seis anos, 20 milhões subiram para esta faixa - e o fluxo continua. 'É gente descobrindo como é bom consumir, mas que não se preocupa muito com o planeta', diz Fábio Mariano, professor da ESPM e sócio da consultoria de comportamento do consumidor InSearch. Leia entrevista que ele concedeu à Folha.
FOLHA - A classe C pensa em consumo responsável ou só quer preço?
FÁBIO MARIANO - Ninguém se importa só com o preço. A classe C, por exemplo, vai ver quanto os eletrodomésticos consomem de energia. Mas porque ela está preocupada com a carteira, não com o mundo.
FOLHA - Então a nova classe média não quer saber, digamos, se a carne que compra vem da Amazônia?
MARIANO - Estas pessoas, que até 2000 chamávamos de excluídos, agora estão ganhando uma grana legal para fazer a festa no shopping. E há também o grande boom, que é a expansão do crédito. Mas só isso não adianta. A educação que recebem não está melhor. E precisa ter um certo aparelhamento pessoal para entender o conceito de sustentabilidade.
FOLHA - Mas os mais instruídos pagam mais por produtos verdes?
MARIANO - A classe alta até paga um pouco mais por produtos que favoreçam a sustentabilidade, mas ainda é pouco. Mesmo porque não existem muitos produtos assim no mercado. Você consegue citar dez? E, quando existem, a distribuição é restrita, não é algo disponível para as pessoas da classe C. Vai querer que peguem o ônibus para ir comprar no bairro rico?
FOLHA - Você não considera justo que o custo da sustentabilidade sobre para o consumidor, então.
MARIANO - Não. Repassar o custo da sustentabilidade é absurdo. Essa imagem de que o consumidor que quer pagar mais é consciente, enquanto o que não quer é um assassino que pretende acabar com o mundo... Vocês deliraram, né?
FOLHA - Poucos consumidores parecem pressionar as empresas...
MARIANO - Só os mais esclarecidos. Porque o consumidor tem um monte de problemas. Tem câncer, Aids, é chifrado, tem de pagar a escola do filho. Vai ter que se preocupar também com salvar o mundo quando a esposa está precisando de um medicamento? Querer que o consumidor, além de tudo, pague R$ 5 numa ecobag no supermercado? Empresa que cobra ecobag não tem vergonha.
Fonte: Folha de S. Paulo