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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O voluntariado deve começar, hoje, AGORA!

Foi um grande avanço para a humanidade quando a palavra voluntário – o que depende de nosso arbítrio fazer – migrou dos conflitos bélicos para a responsabilidade social. Hoje, quando tratamos de exército de voluntários, referimo-nos aos milhões de brasileiros que dedicam parte de seu tempo a melhorar o mundo, incorporando-se às atividades de organização, de uma empresa ou simplesmente fazendo as coisas certas em casa, no trabalho, na sua rua, bairro e cidade.
Comemoramos em dezembro, mais especificamente no dia 5 de dezembro, o Dia Mundial do Voluntariado. No ano que vem, teremos o 10º aniversário do Ano Internacional do Voluntário, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Mas, o que é mesmo ser voluntário? Como quebrar a inércia e colocar mãos à obra? O primeiro passo é compreender que as grandes conquistas da humanidade são coletivas. Para modificar velhos conceitos, proteger o planeta, ajudar o próximo, é necessário superar o egoísmo e o excessivo individualismo.
A seguir, temos de procurar um programa com o qual nos identifiquemos. Pode ser o consumo consciente, a redução da emissão de poluentes, o combate à hanseníase, ou abraçar os Objetivos do Milênio (ODM), dentre eles, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes e combater doenças como a malária e HIV/AIDS.
Às vezes, uma ideia criativa mobiliza rapidamente voluntários por uma causa, como é o caso do Projeto Mosaico, para inclusão de jovens em situação de risco por intermédio desta arte milenar. Oriundo da Paraíba, hoje o projeto tem dimensão nacional.
Não faltam opções para quem queira trabalhar para mudar - as coisas que aí estão - como costumamos nos referir a realidades com as quais não concordemos. O que não podemos é refrear este ímpeto humano de fazer o bem, porque a vida passa muito rapidamente. O tempo é um bem precioso demais para ser desperdiçado.
O voluntariado deve começar hoje, agora. No caso dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), criados pela ONU para melhorar indicadores sociais, ambientais e econômicos, o prazo para atingir as metas é 2015. Logo, só haverá resultados consistentes se os objetivos forem atacados sem demora.
Vivemos em uma época sem par na história da humanidade. Com as redes sociais e os meios digitais de comunicação, não há mais localidades inacessíveis no mundo. Se a economia global não vai bem em um canto do mundo, o outro lado do planeta também sente as consequências.
Cumpriram-se as profecias do filósofo e educador Marshall McLuhan: o mundo é uma aldeia global. Cabe-nos, então, não hesitar diante da possibilidade de fazer a diferença. Não importa se o que fizermos mudar a vida de uma pessoa ou de uma coletividade. Sempre será muito importante. Se ainda não começou, não espere mais.

Aucélio Melo de Gusmão é diretor de Marketing e Desenvolvimento da Unimed do Brasil.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

pRiMEirA SeGUndA de 2011 ...



Os onze passos para BOaS IdEiaS

Passo 1
Nenhum grande insight ou inovação surgem sem antes se reconhecer a questão a ser resolvida.
A trilha das grandes ideias começa, portanto, pelo próprio problema.

Passo 2
É hora de avaliar as próprias forças, isto é, buscar sua identidade.
A essa altura, as soluções começam a ganhar corpo.

Passo 3
A força das soluções, porém, só vem quando elas são testadas. Essa é a fase de aprimorar as ideias. Como?
Primeiro imaginando suas consequências possíveis (boas e/ou ruins), como se elas já existissem no mundo.

Passo 4
Coloca-se pela primeira vez a ideia em contato com o mundo exterior. Mas evite expô-la aos pessimistas e aos advogados do diabo.
Procure pessoas realmente interessadas em ajudar. Elas farão objeções e comentários sinceros que darão nova “sintonia fina” à ideia.

Passo 5
Identifique como a nova ideia se encaixa no mundo já existente.
Que ideias vieram antes dela? No que ela pode colaborar?
Muitas ideias morrem neste ponto, mas o teste fortalece as sobreviventes.

Passo 6
Essa fase é focada no público-alvo. Nem sempre é uma tarefa óbvia.
Muitas vezes o público inicial não é o maior ou o mais significativo.

Passo 7
Amadureça sua ideia: agregue valor a ela, busque ângulos ainda não pensados.

Passo 8
Faça o retoque final. É hora de se certificar que a ideia, projeto ou produto realmente vai cumprir plenamente sua meta.
Se tudo parece funcionar até agora, chegou a hora.

Passo 9
Comunique sua ideia para o público. Coloque-se no lugar do cliente nesse momento. Pense no que a ideia é importante para a vida dele.

Passo 10
É a fase mais importante do processo. Analise o impacto da ideia.
É o décimo passo, mas poderia ser o primeiro.
Dele nasce a pergunta: “Daqui a três anos, se a minha inovação for bem-sucedida, no que ela vai ter mudado o mundo?”

Passo 11
Seja advogado da sua ideia.
Se você delegar essa função a outros, é meio caminho para o fracasso.

domingo, 2 de janeiro de 2011

AnO NoVo... IdEiAS NoVAs ...

DE ONDE VÊM AS BOAS IDEIAS?
Raramente elas surgem de repente da cabeça de uma só pessoa.
São resultado de várias conexões e levam algum tempo para ficarem prontas.
O lado bom é que o ambiente em que vivemos nunca foi tão fértil para isso!
... seja bem vindo 2011 e você também ...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

cOmpARtiLhE



Dez sugestões para um estilo de vida mais simples
Por Paulo Borges, sacerdote.


A propósito do 40.º aniversário da “Populorum Progressio” (26-03-67), documento profético do papa Paulo VI sobre o desenvolvimento dos povos, a secção portuguesa da “Pax Christi” publicou estas 10 sugestões, como forma de escolher viver com simplicidade, sustentabilidade e em solidariedade com os outros.


1. Desfruta da tua casa

Faz com que te sintas bem em tua casa. Que ela seja e pareça simples. Não a enchas de adornos desnecessários. Evita que o televisor ocupa o lugar de destaque: coloca-o num local menos visível ou dentro de um armário. Poupa energia. Redescobre o ritual das refeições em família e sem televisão. Convida os teus amigos para a tua casa e fá-los sentirem-se bem-vindos. Evita acumular coisas e costumes desnecessários.
2. Não abuses do “centro comercial”

Não voltes a sair para ir às compras por impulso ou diversão. Nas tardes do sábado evita cair na fórmula dos 6 C’s: carro, centro comercial, compras, cinema, ceia. Estabelece dias de “baixo consumo” ou “consumo zero” nos quais só comprarás o estritamente necessário. Impõe a ti próprio um período de reflexão antes de ter grandes despesas. Sê fiel à regra dos 3 R’s: reduzir, reutilizar, reciclar.
3. Compra com dinheiro

Sempre que possível tenta fazer pagamentos com dinheiro: gastarás menos. Faz ajustes para viver dentro das tuas possibilidades. Analisa e anota os teus gastos. Calcula quanto poderias poupar se usasses o telemóvel de forma mais selectiva. Que a tua austeridade aconteça na alegria. O que te sobra é o que outra pessoa necessita para ter uma vida mais digna.
4. Pára para cheirar o perfume das flores

Deixa de depender tanto do relógio. Escuta o teu relógio interior. Não fiques até à última hora do dia a ver televisão. Pelo menos um dia por semana deita-te cedo. De vez enquanto vive um dia sem horas marcadas: passeia sem destino. Surpreende alguém com uma visita, uma flor…
5. Recupera o leme da tua vida

Desliga o piloto automático. Foge da rotina. Procura ter tempo para aquilo que gostas. Faz algo de novo todas as semanas. Luta para conseguir um ambiente de trabalho mais enriquecedor. Equilibra a tua vida de trabalho e familiar. Não percas a oportunidade de estar com os teus filhos enquanto crescem. Se estiveres desempregado põe todo o teu empenho em encontrar algo que te realize mais que o anterior.
6. Viaja para dentro

Prolonga ao máximo a vida do teu automóvel. Utiliza mais os transportes públicos: cada dia te parecerá mais gratificante sem tempo perdido nos engarrafamentos. Viaja ao teu mundo interior reservando um tempo de qualidade dedicado à meditação: descobrirás paisagens incríveis e enriquecerás todas as dimensões da tua vida. Escreve um diário e desfruta mais da tua existência.
7. Apaga a televisão

Evita cair na tentação da televisão como forma de passar o tempo. Procura alternativas que sejam mais criativas e gratificantes. Evita o impulso de acendê-la para matar o tempo. Foge da ilusão de que estás informado só porque vês o telejornal. Lê mais. Passeia mais. Escreve mais a quem amas. Se há crianças em casa, lê-lhes histórias, participa nas suas brincadeiras.
8. Não corras atrás de tudo o que é novidade

As novas tecnologias devem estar ao nosso serviço e não o contrário. Utiliza o computador como ferramenta e não como um fim em si mesmo. Compra só os programas, periféricos e acessórios que precises de utilizar. Aproveita as possibilidades de comunicação que as novas tecnologias te proporcionam, para comunicar mais, conhecer melhor, mas impõe um limite ao tempo que ele substitua uma boa conversa com um amigo ou um momento de lazer agradável com pessoas que já não vês há muito tempo. Antes de o ligares define o que precisas de fazer. Marca um tempo limite para a sua utilização e cumpre-o. Faz o mesmo com as crianças: combina com elas o tempo que podem estar a jogar ou no messenger ou na net. Pára para pensar se de verdade precisas de um telemóvel e para quê. Desliga o telemóvel durante a noite e sempre que estiveres em casa, a passear com a família ou a descansar.
9. Leva uma vida sã e próxima da natureza

Faz exercício regularmente, mas sem cair no culto do corpo perfeito. Muda de hábitos alimentares, consuma produtos mais naturais. Consome mais produtos frescos, verduras e legumes. Procura a medicina preventiva e as terapias alternativas.
10. Recupera o sentido de comunidade

Não caias no sedentarismo. Compromete-te com actividades que te “obriguem” a sair de casa. Procura conhecer os teus vizinhos, a tua comunidade. Compromete-te com actividades cívicas. Sê solidário. Sê voluntário. Partilha o que tens, sobretudo o que te sobra. Caminha com os outros nesta estrada de uma vida mais simples e mais plena.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FeLiZ NaTAL ...



Ele que venha amado
Frei Betto

Se Deus quiser entrar na minha vida, que venha amado, disposto a conter as iras do velho Javé e, surrupiado de fadigas, derrame diluvianamente sua misericórdia sobre todos nós, praticantes de pecados inconclusos. Venha patinando pela Via Láctea, sorriso cósmico estampado no rosto, despido como o Menino na manjedoura, mãos livres de cajado e barba feita, a pedir colo a Maria e afago a José.

Traga consigo os eflúvios das bodas de Caná e, a apetitar nossos olhos famintos, guisados de ovelhas e cordeiros acebolados, sêmola com açafrão e ovos batidos com mel e canela. Repita o milagre do vinho a embriagar-nos de mistério, porque núpcias com Deus presente, assim de se deixar até fotografar, anuviam a razão e comovem o coração.

Venha o Deus jardineiro do Éden, babelicamente plural, disposto a fazer de Ló uma estátua de açúcar. E com a harpa de Davi em mãos, salmodie em nossas janelas as saudades da Babilônia e faça correr leite e mel nos regatos de nosso afeto. Mas saiba ele que repudio o Javé da vingança e não permito que o peso das minhas culpas sirva de pedra angular aos alicerces do inferno.

Quero Deus porta-estandarte, Pelé divino driblando as artimanhas do demo, acrobata do grande circo místico. Venha Deus a cavalo, a pé ou andando sobre os mares, mas venha prevenido, arisco e trôpego e, sobretudo, desconfiado, à imagem e semelhança de minha indigência. Então iremos os dois para um canto da esquina e, amigos, dividiremos o pão de nossas confidências. Deus será todos ouvidos e eu, de meus pecados, todo olvido.

Acolherei Deus no meu quintal. Lá onde cultivo hortaliças e hipocampos, darei a ele mudas de ora-pro-nóbis, coisa boa de se comer no ensopado de frango. (...) Se Maria vier junto, vou presenteá-la com rendas e bordados trazidos do sertão nordestino, porque isso de aparecer senhora de muitas devoções exige muda frequente de trajes e mantos, além de muita beleza no trato.

Que venha Deus, mas venha amado, pois ando muito carente de dengos divinos. Não pedirei a ele os cedros do Líbano nem o maná do deserto. Quero apenas o pão ázimo, um copo de vinho e uma tigela de azeite de oliva para abrilhantar os cabelos. Entoarei para ele os cantos de Sião e também um samba-canção de Noel.

Tocarei pandeiro e bandolim, porque sei das artes divinas: quem pontilha de dourado reluzente o chão escuro do céu e provoca o cintilar de tantas luzes faz mais que uma obra, promove um espetáculo.


‘A arte de semear estrelas’ (Ed. Rocco, 2007)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

COmPaRtiLhaR ...

detalhamento: apenas um pouquinho do que aconteceu nessa manhã ensolarada
Festa de Natal da Ação Social CPP

Local: Creche Vovó Carmem - Botafogo
... foi no dia 11, a partir das 1oh ...

Tenha um objetivo...

Sem um objetivo, tudo perde o sentido. Você pode trabalhar 40 horas por semana, arrumar a casa, brincar com os filhos, divertir-se, tomar resoluções para o ano novo. Entretanto, se você não tiver uma razão para estar fazendo tudo isso, nenhuma dessas coisas terá qualquer sentido.

muito obrigado aos padrinhos, madrinhas, tias, tios, amigos, colaboradores, trabalhadores, idealizadores, sonhadores e inspiradores ...