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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

AtiTudE

Envolva-se na rede da construção solidária
Iniciativas da sociedade civil espalhadas por todo o país ajudam a concretizar o sonho da moradia própria e a melhorar a qualidade das casas existentes
Luciana Jardim

Ter uma casa é o grande sonho do brasileiro de qualquer classe social. Embora o país viva hoje um boom imobiliário iniciado em 2005 *, boa parte da população ainda não conquistou seu teto ou mora em espaços precários e superlotados.
A premente necessidade por moradias dignas vem fortalecendo no país uma poderosa e inspiradora rede de construção solidária. Iniciativas lideradas por diversos setores da sociedade – ONGs, empresas, profissionais liberais e associações civis – visam contribuir com o poder público para melhorar os números do déficit de habitação e promover melhorias em residências de baixa qualidade.
Foi esse espírito de ajuda que norteou a construtoraGoldsztein Cyrela, sediada em Porto Alegre, no desenvolvimento em 2002 do Programa Construção Solidária para atender seus funcionários.
“Muitos moravam em condições precárias e decidimos reverter essa situação por meio de reformas ou da construção de uma nova residência”, conta o diretor financeiro Ricardo Sessegolo.Para se credenciar, o operário precisa estar no mínimo há dois anos na empresa, apresentar conduta exemplar, ter participado como voluntário do projeto, além de outros critérios. Ele tira cerca de 40 dias de férias e, com colegas voluntários trabalha em mutirão para erguer sua casa. Entre os parceiros também estão fornecedores que doam materiais. Em alguns casos, a Goldsztein Cyrela fornece novos móveis.
Até hoje foram realizadas dezenas de reformas e 20 casas, erguidas do zero.
O operador de guindaste Júlio César Ilha foi um dos beneficiados. - “Quando chovia, entrava água onde eu morava, pois o telhado era fino. Conversei com o pessoal da empresa e, além de trocar as telhas, a construtora viu que minha casa precisava de reforma”, - conta Júlio.
Segundo Ricardo, além da satisfação de ajudar o próximo, os resultados para o empregador são claros e importantes, pois criam um comprometimento maior do funcionário com o trabalho.Lançado em junho de 2010, o Clube da Reforma tem a proposta inicial de melhorar as condições habitacionais de 1 milhão de famílias de baixa renda. Fruto da parceria da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e da ONG Ashoka, a entidade reúne em seu conselho consult ivo representantes do governo federal, empresas, entidade de classe e organizações sociais. As ações incluem a troca de experiências entre os associados, as articulações de projetos conjuntos e a criação de um banco de dados com informações sobre iniciativas de melhorias habitacionais que podem ser multiplicadas.
“A ideia é construir um vínculo com as diversas ações em curso no país para que essa rede aumente sua capacidade coletiva de transformação”, explica Valter Frigieri, gerente nacional de desenvolvimento de mercado da ABCP. Uma das empresas participantes do clube é a Tigre, fabricante de tubos e conexões, que criou em 2006 a Escola Volante Tigre (Tigrão).
Dentro da carreta, preparada para abrigar uma pequena escola, acontecem aulas gratuitas de perfeiçoamento de instalações hidráulicas prediais ministradas por técnicos da companhia. O objetivo é capacitar desempregados da construção civil, como instaladores hidráulicos, eletricistas, pedreiros e jovens a partir de 16 anos. Ao percorrer todo o país, a Tigre forma cerca de 8 mil pessoas por ano.
ADESÕES À CAUSA
Profissionais da área de arquitetura e decoração também se mobilizam com o intuito de minimizar os problemas das habitações precárias. Ao se mudar para São Paulo, em 2000, a designer de interiores mineira Bianka Mugnatto ficou incomodada com a gritante diferença social expostanas ruas da cidade.
Ela começou a participar de trabalhos voluntários, dando aulas de reciclagem de materiais em ONGs, como o Projeto Arrastão. Com essa experiência, Bianka também passou a doar o material excedente das mostras de decoração e das obras residenciais e comerciais que coordenava.
“Converso com os clientes e fornecedores e muitos me dão o que sobra. Assim, levo tacos de madeira, portas, revestimentos cerâmicos e telhas para algumas instituições. É importante centralizar o material em associações de bairro, centros de capacitação e ONGs, que conhecem as necessidades da comunidade, destinando os produtos de maneira eficaz”, diz.
O designer Marcelo Rosenbaum, de São Paulo, capitaneou outra ação coletiva que, segundo ele, “foge do assistencialismo, pois dá autonomia e liberdade às pessoas para prosseguirem com os projetos”. Com o objetivo de usar as cores para despertar a criatividade e transformar uma comunidade, o programa A Gente Transforma é uma parceria com as ONGs Casa do Zezinho e Instituto Elos (criada por arquitetos em Santos, SP, essa entidade mobiliza diferentes setores para o trabalho cooperativo).
A primeira edição da iniciativa, que será replicada em outras cidades do Brasil, aconteceu em julho de 2010, no Parque Santo Antônio, zona sul paulistana. Ali, mais de 60 casas em torno de um campo de futebol, também recuperado pelo projeto, foram pintadas pelos moradores e vizinhos com tinta fornecida pela Suvinil. A empresa ensinou 150 pessoas da região a pintar paredes, muros e tetos,incentivando a profissionalização como pintores.
“Essa ação propõe a transformação social da comunidade por meio da inclusão, da arte, da educação e da mudança do espaço”, ressalta Marcelo, um dos milhares de exemplos de pessoas que, a cada dia, fortalecem a rede de solidariedade em nosso país.
VOCÊ PODE AJUDAR
Se sobrou material da reforma ou construcão de sua casa e você deseja doá-lo, entre em contato com as instituições abaixo:
Associação Cidade Escola Aprendiz Aceita tinta, pastilhas de vidro e de cerâmica e tacos que são reutilizados como material artístico para reurbanização de espaços públicos.Tel. (11) 3819-9226, São Paulo
Habita Brasil Recebe portas, janelas, telhas, tintas, pisos e metais para melhorias de moradias em comunidades carentes. Tel. (11) 5084-0012, São Paulo
Instituto Elos Acolhe tinta, pincéis, lixas, revestimentos cerâmicos, rejunte, tábuas de madeira, parafusos, pregos. Tel. (13) 3326-4472, Santos, SP
Um Teto para Meu País Aceita chapas de pínus, telha de fibrocimento, ferramentas, dobradiças, pregos, parafusos etc. para a construção de casas. Tel. (11) 3675-3287, São Paulo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ATeNçÃo PeSsOas ...



Veja como ajudar as vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio


Locais que já estão recebendo doações:

Cruz Vermelha - Praça da Cruz Vermelha, 10 – Centro do Rio.
Estão sendo arrecadados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e banho e cobertores.
Prefeitura de Petrópolis – Igreja Wesleyana; Igreja de Santa Luzia; Sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania.
Os três postos arrecadam doações de água, colchões e materiais de limpeza e higiene pessoal.
Prefeitura de Teresópolis – Ginásio Pedrão – Rua Tenente Luiz Meirelles, 211 – Várzea.
Estão sendo arrecadados: alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal.
Uma conta corrente também recebe doações para ajudar as famílias atingidas pelo temporal.

Nome da conta: "SOS Teresópolis - donativos".
Agência: 0741 (Banco do Brasil) – Conta: 110000-9.
Rodovia BR-040 - Concer - Praças de pedágio da BR-040 situadas em Duque de Caxias (km 104), Areal (km 45) e Simão Pereira (km 816), além da sede da empresa (km 110/JF, em Caxias).
A Concer pede que sejam doados, preferencialmente, água mineral, produtos de higiene pessoal e de limpeza, roupas de cama, mesa e banho, além de colchonetes. Nas praças de pedágio, as doações podem ser entregues nos postos do serviço de informação ao usuário da rodovia, que funcionam de segunda a segunda, 24 horas por dia.

Hemorio – Rua Frei Caneca, 8 – Centro do Rio – Das 7h às 18h.
O Hemorio pede que as pessoas doem sangue para as vítimas das chuvas. Os estoques estão quase zerados. Friburgo e Teresópolis solicitaram 300 bolsas, mas o Hemorio não tem como atender.
Pode doar sangue quem tiver entre 18 e 65 anos, mais de 50 quilos e estiver bem de saúde. Basta levar um documento oficial de identidade com foto.
Informações e agendamento pelo disque sangue 0800-282-0708.

Supermercados
– Grupo Pão de Açúcar
Postos de coleta foram montados pela empresa em todas as suas 100 lojas das redes Pão de Açúcar, ABC Comprebem, Sendas, Extra e Assaí, em todo o estado Rio de Janeiro para que os clientes possam cooperar com doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores. A ação acontece até o dia 26 de janeiro.

Locais que recebem doações a partir desta quinta-feira (13):

Polícia Rodoviária Federal - Ver postos abaixo.
Maior necessidade é por água, leite em pó, materiais de higiene e limpeza e colchões.
Postos da PRF que receberão doações:

BR-116: KM 133 (Doações 24 horas)
BR-101: KM 269 (Doações 24 horas)
BR-040: KM 109 (Doações das 8h às 17h)
BR-116: KM 227 (Doações das 8h às 17h)

Rodoviária Novo Rio - Avenida Francisco Bicalho, 1 - Santo Cristo.
A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha. Os donativos são recebidos no embarque inferior, das 9 às 17 horas.

Polícia Militar - Todos os batalhões da Polícia Militar do estado serão centros de recepção de doações.

Comandantes dos batalhões recomendam que sejam doados água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E que tal uma boa ideia?

espaços DENSOS, diversos E MEIO CAÓTICO
FAVORECEM
COLISÕES
FAZENDO UM BALANÇO, TUDO LEVA A CRER QUE DUAS OU MAIS CABEÇAS PENSAM MELHOR QUE UMA!

Vamos CoMPaRtiLhAr ?


Como fazer uma Festa de Aniversário Solidária

Uma nossa amiga solidária comemorou o aniversário de 1 ano do seu filho Caio e aproveitou o momento para mostrar como fazer uma festa de aniversário solidária.
No convite era informado aos convidados que levassem brinquedos (não mais utilizados por seus filhos ou que estivessem sobrando), já que em muitas festas de aniversário as crianças recebem presentes duplicados ou já possuem um idêntico ou não vão utilizá-lo.
Também foram solicitados alimentos não perecíveis, pois ela desejava doar alimentos para uma instituição e os brinquedos para outra.
Ela arrecadou mais de 200 brinquedos e duas sacolas grandes de alimentos que serão doados.
As duas instituições foram escolhidas pela nossa amiga solidária.
Quer ajudar e não sabe como? Faça uma festa solidária e ajude ... :)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O voluntariado deve começar, hoje, AGORA!

Foi um grande avanço para a humanidade quando a palavra voluntário – o que depende de nosso arbítrio fazer – migrou dos conflitos bélicos para a responsabilidade social. Hoje, quando tratamos de exército de voluntários, referimo-nos aos milhões de brasileiros que dedicam parte de seu tempo a melhorar o mundo, incorporando-se às atividades de organização, de uma empresa ou simplesmente fazendo as coisas certas em casa, no trabalho, na sua rua, bairro e cidade.
Comemoramos em dezembro, mais especificamente no dia 5 de dezembro, o Dia Mundial do Voluntariado. No ano que vem, teremos o 10º aniversário do Ano Internacional do Voluntário, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Mas, o que é mesmo ser voluntário? Como quebrar a inércia e colocar mãos à obra? O primeiro passo é compreender que as grandes conquistas da humanidade são coletivas. Para modificar velhos conceitos, proteger o planeta, ajudar o próximo, é necessário superar o egoísmo e o excessivo individualismo.
A seguir, temos de procurar um programa com o qual nos identifiquemos. Pode ser o consumo consciente, a redução da emissão de poluentes, o combate à hanseníase, ou abraçar os Objetivos do Milênio (ODM), dentre eles, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes e combater doenças como a malária e HIV/AIDS.
Às vezes, uma ideia criativa mobiliza rapidamente voluntários por uma causa, como é o caso do Projeto Mosaico, para inclusão de jovens em situação de risco por intermédio desta arte milenar. Oriundo da Paraíba, hoje o projeto tem dimensão nacional.
Não faltam opções para quem queira trabalhar para mudar - as coisas que aí estão - como costumamos nos referir a realidades com as quais não concordemos. O que não podemos é refrear este ímpeto humano de fazer o bem, porque a vida passa muito rapidamente. O tempo é um bem precioso demais para ser desperdiçado.
O voluntariado deve começar hoje, agora. No caso dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), criados pela ONU para melhorar indicadores sociais, ambientais e econômicos, o prazo para atingir as metas é 2015. Logo, só haverá resultados consistentes se os objetivos forem atacados sem demora.
Vivemos em uma época sem par na história da humanidade. Com as redes sociais e os meios digitais de comunicação, não há mais localidades inacessíveis no mundo. Se a economia global não vai bem em um canto do mundo, o outro lado do planeta também sente as consequências.
Cumpriram-se as profecias do filósofo e educador Marshall McLuhan: o mundo é uma aldeia global. Cabe-nos, então, não hesitar diante da possibilidade de fazer a diferença. Não importa se o que fizermos mudar a vida de uma pessoa ou de uma coletividade. Sempre será muito importante. Se ainda não começou, não espere mais.

Aucélio Melo de Gusmão é diretor de Marketing e Desenvolvimento da Unimed do Brasil.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

pRiMEirA SeGUndA de 2011 ...



Os onze passos para BOaS IdEiaS

Passo 1
Nenhum grande insight ou inovação surgem sem antes se reconhecer a questão a ser resolvida.
A trilha das grandes ideias começa, portanto, pelo próprio problema.

Passo 2
É hora de avaliar as próprias forças, isto é, buscar sua identidade.
A essa altura, as soluções começam a ganhar corpo.

Passo 3
A força das soluções, porém, só vem quando elas são testadas. Essa é a fase de aprimorar as ideias. Como?
Primeiro imaginando suas consequências possíveis (boas e/ou ruins), como se elas já existissem no mundo.

Passo 4
Coloca-se pela primeira vez a ideia em contato com o mundo exterior. Mas evite expô-la aos pessimistas e aos advogados do diabo.
Procure pessoas realmente interessadas em ajudar. Elas farão objeções e comentários sinceros que darão nova “sintonia fina” à ideia.

Passo 5
Identifique como a nova ideia se encaixa no mundo já existente.
Que ideias vieram antes dela? No que ela pode colaborar?
Muitas ideias morrem neste ponto, mas o teste fortalece as sobreviventes.

Passo 6
Essa fase é focada no público-alvo. Nem sempre é uma tarefa óbvia.
Muitas vezes o público inicial não é o maior ou o mais significativo.

Passo 7
Amadureça sua ideia: agregue valor a ela, busque ângulos ainda não pensados.

Passo 8
Faça o retoque final. É hora de se certificar que a ideia, projeto ou produto realmente vai cumprir plenamente sua meta.
Se tudo parece funcionar até agora, chegou a hora.

Passo 9
Comunique sua ideia para o público. Coloque-se no lugar do cliente nesse momento. Pense no que a ideia é importante para a vida dele.

Passo 10
É a fase mais importante do processo. Analise o impacto da ideia.
É o décimo passo, mas poderia ser o primeiro.
Dele nasce a pergunta: “Daqui a três anos, se a minha inovação for bem-sucedida, no que ela vai ter mudado o mundo?”

Passo 11
Seja advogado da sua ideia.
Se você delegar essa função a outros, é meio caminho para o fracasso.